Quinta do Pé de Salsa

A Quinta do Pé de Salsa localiza-se na Sra do Verde, em Portimão na freguesia da Mexilhoeira Grande, numa paisagem muito bonita entre vales, cumeadas e linhas de água. Conta a lenda que durante o reinado de D. Manuel, perto da ribeira, terá milagrosamente brotado da terra uma fonte cuja água teria propriedades curativas.

A nossa quinta produz hortícolas e ervas aromáticas, em modo biológico, pois acreditamos que é uma forma de obter uma alimentação saudável e com mais sabor, onde temos um ecossistema a funcionar de forma equilibrada. É uma forma de produzir sustentável, melhorando o solo todos os dias.

Quem somos?

Somos duas raparigas Fátima (Engª Agrónoma) e Ana Rita (Arqª Paisagista), que se juntaram numa formação de poda e enxertia e após uma longa conversa sobre ervas aromáticas e medicinais, resolveram pôr as mãos à obra e transformar as ideias numa realidade. Com a consciência que tínhamos uma grande batalha pela frente, e que nada faria sentido sem a ajuda da família e amigos. Temos tido felizmente esta ajuda preciosa e todas as opiniões e ideias contam para a realização diária deste projecto.

Toda a produção é tratada com muita dedicação, pois respeitamos os ciclos e as regras de produção, queremos que todos os produtos tenham a qualidade máxima, esse é o nosso objectivo.

Porquê Bio?

O papel da Agricultura biológica na produção, transformação, distribuição e consumo é sustentar e fomentar a saúde dos ecossistemas e organismos, desde o mais pequeno no solo até ao ser humano.

 É um sistema de produção que evita ou exclui a quase totalidade de produtos químicos de síntese como adubos, pesticidas, e hormonas.

Os pesticidas são aplicados na grande maioria das culturas agrícolas e acumulam-se nos plantas, nos alimentos, no solo e na água, acabando por se acumular também no corpo humano. Embora em Portugal a sua designação oficial (defendida pela DGAV - Direção Geral de Alimentação e Veterinária) seja de "produtos fitofarmacêuticos”, a verdade é que foram feitos para matar -  insetos (inseticidas), fungos (fungicidas), ervas (herbicidas), ratos (rodenticidas), caracóis e lesmas (moluscicidas), e nemátodos (nematodicidas). Estes pesticidas, uns mais que outros, são também tóxicos para outros organismos (como as joaninhas e outros insetos auxiliares que comem os pulgões) e para o ser humano.

Os pesticidas de maior toxicidade aguda mas de baixa toxicidade crónica, começam por afetar os aplicadores, podendo afetar também os consumidores no caso de níveis de resíduos altos, acima de limite máximo de resíduos (LMR) legal no alimento. Já os de maior toxicidade crónica, em especial os disruptores endócrinos e/ou cancerígenos, atuam em doses muito baixas no corpo humano e podem ser perigosos mesmo abaixo desse LMR. Muitos deles têm também grande capacidade de bioacumulação, sendo eliminados apenas em parte pelo metabolismo humano.

Estudos científicos demonstram que os produtos biológicos promovem a saúde e a fertilidade. São produzidos sem aplicação de pesticidas de síntese, antibiótico de rotina e organismos genéticamente modificados. 

Os frutos e vegetais biológicos crescem devagar e não têm água em excesso, o que contribui para um sabor mais intenso.